quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Desenvolvimento do Bebê e da Criança

Meu assunto preferido sempre foi o desenvolvimento cognitivo da criança, certo dia fui indagada a respeito do desenvolvimento de bebês, como é importante a participação efetiva dos pais no desenvolvimento neuropsicomotor, então aqui está um resumo, na postagem de hoje falarei sobre a importância da participação paterna, e como o bebê aprende.



O Desenvolvimento do Bebê e da Criança


          Do nascimento ao primeiro ano de vida da criança é o período em que há um maior desenvolvimento neuropsicomotor, e durante toda a sua vida não haverá nenhum outro momento em que haja essa predisposição para o aprender. Essa evolução se dá de forma natural, gradativamente, ordenada e constante, dessa forma a criança desenvolve suas potencialidades, personalidade, coordenação motora sensorial e afetiva. Cada criança tem seu próprio ritmo, podendo ser influenciado pelos fatores hereditários, pelo ambiente e, principalmente pelos estímulos que recebe.
          Por isso, é tão importante que os pais participem ativamente da vida de seus filhos, estimulando-os de maneira correta, para que eles possam desenvolver ao máximo seus potenciais.

Bebê recém-nascido 

 O desenvolvimento neuropsicomotor da criança começa desde o seu primeiro minuto de vida.
 O bebê recém-nascido é muito mais esperto e sensível do que muitos pais acreditam. Ele já nasce com os sentidos apurados, enxergando, ouvindo, sentindo cheiros. Apesar de muitos passarem a maior parte do tempo com os olhinhos fechados, eles conseguem enxergar objetos e rostos próximos do seu campo de visão. Nos primeiros dias de vida a visão do bebê já é bem clara e definida e atinge de 15 a 20 cm de distância.
A audição do bebê está formada desde o 5º mês de gravidez, é por isso que muitos especialistas incentivam as mães a conversarem com seus bebês ainda na barriga. Assim que nascem, os bebês já respondem aos estímulos sonoros. Quando expostos a ruídos altos, eles tendem a se atirar para trás e sua respiração se acelera.
Os bebês também nascem com a capacidade de olfato completamente desenvolvida, ou seja, sentem cheiros agradáveis e ruins.
Se os pais estiverem atentos ao comportamento do bebê, logo poderão reconhecer as manifestações de inteligência e personalidade de seu filho. O recém-nascido demonstra suas vontades berrando quando está com sono ou com a fralda suja, mordendo o bico do seio quando não consegue abocanhar, agitando braços e pernas quando está irritado. Essas são as armas que ele tem para demonstrar e impor suas vontades.
Quanto à parte motora, nos primeiros dias o bebê já apresenta movimentos motores como jogar os braços, chorar, se torcer, virar a cabeça de um lado para o outro, se encolher, fechar as mãos, buscar o bico do seio, sugar o leite e deglutir.
A cada dia que passa, a atividade do bebê fica mais intensa e ele começa a se mexer cada vez mais no berço.

Como estimular o bebê recém-nascido?

Como os órgãos dos sentidos do recém-nascido já estão bem desenvolvidos nos primeiros dias, o importante é deixar o bebê calmo e bem acomodado. O ambiente deve ser tranqüilo, sem fortes ruídos, claridade excessiva, cheiros fortes e acumulo de pessoas. Tratar o bebê com carinho, segurá-lo com cuidado, falar baixinho, já é um grande estimulo para que ele comece a se desenvolver perfeitamente.
A corrente Freudiana da psicologia acredita que todas as experiências da criança, desde o primeiro dia de vida, podem influenciar sua futura personalidade. Por isso, o comportamento dos pais com o filho é muito importante desde o início.
As dificuldades do bebê também aparecem logo nas primeiras horas: aprender a mamar, conciliar o sono, tendência a vômito, sensibilidade extrema aos ruídos. É nesse momento que entra o cuidado psicológico dos pais. A presença da mãe, o colo, o carinho e a voz suave nesses momentos difíceis vão fazer o bebê começar a entender que suas frustrações têm limite e ele é recompensado com os cuidados dos pais. Essas experiências são fundamentais para o desenvolvimento de funções mentais e psíquicas que vão acompanhar a criança pelo resto da vida.

O Desenvolvimento do Bebê e da Criança

O período mais intenso do desenvolvimento global da criança é entre o nascimento e o primeiro ano de vida. Nessa fase se consolida a base do desenvolvimento neuropsicomotor.
Essa evolução acontece de forma natural, sistemática e organizada. Cada etapa do crescimento é importante para que a criança desenvolva seus potenciais, sua personalidade, sua coordenação motora, sensorial e afetiva.
Cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento, que pode ser influenciado pelos fatores hereditários, pelo ambiente e, principalmente pelos estímulos que recebe.
Esses estímulos interferem de forma positiva no desenvolvimento da emoção, do sistema nervoso, e refletem em diversas áreas do comportamento do bebê e da criança.
Por isso, é tão importante que os pais participem ativamente da vida de seus filhos, estimulando-os de maneira correta, para que eles possam desenvolver ao máximo seus potenciais.

O que um bebê recém-nascido consegue fazer?

O desenvolvimento neuropsicomotor da criança começa desde o seu primeiro minuto de vida.
O bebê recém-nascido é muito mais esperto e sensível do que muitos pais acreditam. Ele já nasce com os sentidos apurados, enxergando, ouvindo, sentindo cheiros. É por isso que costuma chorar tanto assim que sai da barriga. As luzes dos refletores incomodam seus olhos, as vozes altas da sala de parto e os ruídos do centro cirúrgico atrapalham sua audição, os cheiros dos desinfetantes agridem seu olfato e as mãos que o medem, pesam, limpam e vestem o assuntam.
Diversos estudos provaram que o recém-nascido sente gostos e, inclusive, seu paladar aceita melhor os alimentos doces aos amargos, embora seu cardápio se resuma ao leite materno. Apesar de muitos passarem a maior parte do tempo com os olhinhos fechados, eles conseguem enxergar objetos e rostos próximos do seu campo de visão. Nos primeiros dias de vida a visão do bebê já é bem clara e definida e atinge de 15 a 20 cm de distância.
A audição do bebê está formada desde o 5º mês de gravidez, é por isso que muitos especialistas incentivam as mães a conversarem com seus bebês ainda na barriga. Assim que nascem, os bebês já respondem aos estímulos sonoros. Quando expostos a ruídos altos, eles tendem a se atirar para trás e sua respiração se acelera.
Os bebês também nascem com a capacidade de olfato completamente desenvolvida, ou seja, sentem cheiros agradáveis e ruins. Para não agredir seu olfato, o ideal é não passar perfume e evitar produtos de limpeza com odores fortes nos ambientes.
Se os pais estiverem atentos ao comportamento do bebê, logo poderão reconhecer as manifestações de inteligência e personalidade de seu filho. O recém-nascido demonstra suas vontades berrando quando está com sono ou com a fralda suja, mordendo o bico do seio quando não consegue abocanhar, agitando braços e pernas quando está irritado. Essas são as armas que ele tem para demonstrar e impor suas vontades.
Quanto à parte motora, uma das características dos recém-nascidos é a forma da coluna vertebral. Ela é reta, pois as sua curvatura cervical, dorsal e lombar só aparece conforme o bebê começa a sustentar a cabeça, sentar, ficar em pé.
Proporcionalmente, a cabeça é grande e as pernas e os braços ainda são bem magros e curtos em relação ao tronco.
Nos primeiros dias o bebê já apresenta movimentos motores como jogar os braços, chorar, se torcer, virar a cabeça de um lado para o outro, se encolher, fechar as mãos, buscar o bico do seio, sugar o leite e deglutir.
A cada dia que passa, a atividade do bebê fica mais intensa e ele começa a se mexer cada vez mais no berço.

O que um bebê de dois meses consegue fazer?

O desenvolvimento global da criança continua bastante intenso no segundo mês. A mãe, que acompanha o filho de perto, pode perceber novos comportamentos e conquistas a cada dia.
Na parte motora e postural a criança evolui gradativamente e já consegue sustentar um pouco mais a cabeça, e levanta o queixo quando está deitada de barriga para baixo. Também começa a levar a mão à boca, o que é uma grande descoberta, pois passa a sugar os dedos e brincar com a língua.
Nessa fase, o bebê já adquire capacidade de virar a cabeça quando escuta um ruído e acompanhar com os olhos um objeto que se move no quarto.
Uma prova do seu desenvolvimento social são os gestos fisionômicos que faz quando vê um rosto humano. Eles podem enrugar a testa e até sorrir. Observando o rostinho, podemos perceber satisfação, alegria, excitamento, angústia.
Outro exemplo da socialização é ficar imóvel ao ouvir uma voz conhecida e emitir gorjeios e vocalizações.
Umas das grandes conquistas dos bebês de 2 meses se refere ao comportamento emocional. É possível observar o movimento de pedalagem, onde o bebê move as pernas rapidamente como se estivesse pedalando uma bicicleta, e torce o corpo para mostrar alegria.

Como estimular o bebê de dois meses?

Com a visão um pouquinho mais apurada, o bebê descobre nessa fase as luzes e consegue fixar os olhos nela por um bom tempo. Da mesma forma, são atraídos por campainhas e ruídos próximos. Para estimular essas descobertas, ofereça brinquedos com essas características. Coloque o brinquedo no campo de visão do bebê, a uns 15 ou 20 cm de distância, e mova para que ele acompanhe com os olhos. É importante lembrar-se de verificar a indicação de idade na embalagem, para que essas luzes e sons não agridam o bebê.
Outra sugestão é levantar o bebê para que ele possa enxergar a seu redor e observar o ambiente.
Esse também é o momento certo de instalar móbiles no berço para que ele acompanhe o movimento dos brinquedos. As cores que mais atraem sua atenção são o vermelho e o amarelo.
As músicas têm poder de acalmar as crianças. Escolha brinquedos que reproduzam musicas suaves e tranquilas. Mas cuidado: é muito cedo para brinquedos barulhentos. As musicas devem ser de preferência instrumentais e não muito altas.
O toque, o sussurro, o carinho da mãe e dos familiares são fundamentais para o desenvolvimento da afetividade, da socialização, do processo de linguagem. Aproveite todos os momentos para conversar com seu filho.


O que um bebê de três meses consegue fazer?

Com 3 meses completos o bebê já consegue reconhecer visualmente a mamãe. Além do cheiro e da voz, ele tem mais um recurso para saber quando ela está por perto. O bebê também começa a sorrir para todos que se aproximam dele sorrindo. Ele olha para as pessoas, balbucia e faz vocalizações prolongadas, participando ativamente do lar.
Nessa fase as glândulas do canal lacrimal começam a funcionar e aparecem as lágrimas quando o bebê chora.
Firmar bem a cabeça aos 3 meses é uma ótima prova de que o desenvolvimento psicomotor está perfeito. Para fazer o teste, basta deitar a criança de bruços e esperar que ela use o apoio dos bracinhos para sustentar a cabeça e olhar à sua volta.
Geralmente, é no terceiro mês que a cabeça do bebê ganha forma arredondada e ele começa a ficar deitado com o rosto virado para cima. Antes disso, a cabeça ficava apoiada de um dos lados. Nessa etapa ele também começa a escolher sua posição para dormir e se ajeita no colchão. Quando deitado de lado, se vira para ficar sobre as costas. No berço, agarra o lençol e outras coisas que estão por perto e puxa para si.
Os reflexos automáticos do bebê desaparecem e aparecem os da vontade, revelando o controle cerebral da criança. Ele já consegue fixar o olhar, segurar guizos, observar as mãos e os pés, espiar as atividades de pessoas que estão por perto, parar o que está fazendo quando ouve um barulho e balbuciar sozinho.


Como estimular o bebê de três meses?

O bebê de 3 meses já consegue interagir e participar mais da família. Nessa fase, o relacionamento dos pais com o filho fica ainda mais gostoso porque ele responde aos estímulos e brincadeiras.
O bebê já reconhece o rosto da mãe, troca olhares com ela e procura por ela no quarto. Também já é capaz de combinar os dois sentidos: visão e audição. Então, a dica é conversar com a criança, olhar, sorrir e fazer gestos. Certamente, ela vai corresponder com um delicioso sorriso.
Os passeios são um ótimo estímulo para o bebê de 3 meses. Quanto mais ele vê, mais aprende. Ao passear de carrinho pelas ruas é possível ver o interesse do bebê por determinados objetos. Alguns se encantam com as árvores, outros com pessoas, mas eles estão sempre atentos ao que acontece ao seu redor.
Os brinquedos preferidos são os chocalhos e guizos, que eles conseguem segurar com as mãozinhas e balançar para ouvir o barulho. Aproveite a hora do banho para brincar com o bebê. Espirre água, faça espuma, cante e observe as suas reações. Brinquedos flutuantes entram no seu campo de interesse e o banho fica mais divertido com patinhos de borracha que boiam na água.
Lembre-esse que aos 3 meses o bebê já está bem habituado à sua rotina e reage negativamente ao barulho, mudanças e irregularidades. A rotina é importante para que ele se desenvolva naturalmente.

O que um bebê de quatro meses consegue fazer?

Com quatro meses o bebê já está bem mais durinho. Quando de bruços, consegue levantar não só a cabeça, mas também os ombros, apoiando nos braços. Quando sentado com um apoio, consegue manter-se por alguns segundinhos.
Eles descobrem a função e os movimentos dos dedos e ficam encantados. É hora de colocar os dedos na boca, chupar, segurar as coisas, observar os movimentos dos dedos.
Sua visão já está bem próxima da do adulto e ele consegue distinguir duas cores. Sua memória dura de 5 a 7 segundos, e assim, ele se diverte com brincadeiras repetitivas.
O bebê mostra a evolução da sua inteligência e socialização a cada dia: reage à chamada do seu nome virando a cabeça, demonstra preferência por um brinquedo, para de chorar quando vê a mamadeira ou o peito, tosse para chamar a atenção.
Sua vocalização está cada vez mais rica e já se pode admitir o início da linguagem. Ele se expressa com sílabas e gritos fortes e adora ouvir os próprios barulhos. Nessa etapa surge a gargalhada.

Como estimular o bebê de quatro meses?

Mamar, tomar banho, passear, trocar a fralda, tudo é divertido para o bebê de 4 meses. Ele encara todas as atividades como se fossem brincadeiras. O horário que o bebê está mais disposto para brincar é no período da tarde, normalmente entre 3 e 6 horas.
O bebê começa a reagir fortemente aos estímulos. Consegue se acalmar ouvindo uma música suave e quando provocado com gestos e brincadeiras, fica excitado e com a respiração acelerada.
Um bom teste para perceber sua reação é se debruçar no berço e provocá-lo com gestos, caretas, objetos e sumir de repente. Ele irá desaprovar a interrupção da brincadeira fazendo bicos, gritando ou até chorando.
Eles não querem mais ficar na cama o tempo inteiro. É hora de colocá-lo no bebê conforto para observar o ambiente. Ofereça objetos interessantes que emitam sons para que ele possa segurar ou tocar.
Uma boa dica é instalar tapetes emborrachados no quarto do bebê e deixá-lo brincar à vontade no chão. Esses tapetes são próprios para os bebês e são facilmente montados e desmontados, como um quebra cabeça. O ideal é colocar o bebê de bruços durante alguns minutos para que ele faça o exercício de sustentar a cabeça se apoiando nos braços.
Outro brinquedo interessante são os tapetes divertidos, onde o bebê fica deitado de barriga para cima e consegue tocar com o pé e com a mão brinquedinhos que ficam pendurados.
Esse é o momento certo de estabelecer uma boa relação de respeito e educação entre mãe e filho. A mãe deve impor as regras, mas sempre respeitando a individualidade e a personalidade do bebê. É preciso observar para conhecer o bebê e agir conforme o seu ritmo. Alguns são rápidos outros lentos para comer, alguns precisam mais outros menos horas de sono, alguns gostam de brincadeiras mais agitadas, outros cansam rápido de brincar.

O que um bebê de cinco meses consegue fazer?

A cabeça e os membros do bebê estão mais simétricos aos 5 meses. Sua postura está cada vez mais firme e já consegue sentar com apoio mantendo as costas retas. Eleva as pernas e alcança os pés, mantém a cabeça estável, rola na cama quando virado de bruços e apoia na palma das mãos tentando levantar.
É a fase da explosão de atividades. Segura objetos e agarra tudo que está ao seu alcance. Consegue inclusive pegar um objeto e trocar de mão.
Nessa fase o bebê coloca tudo na boca. Essa é sua maneira de experimentar as coisas.  Ele chupa os brinquedos, coloca o pé na boca, lambe objetos que estão à sua volta, pega o dedo da mãe e tenta morder.
Ri e emite sons ao brincar porque acha divertido os barulhos que faz. Solta gritos de alegria e usa seu “blá-blá-blá” para interromper a conversa dos outros e chamar atenção para si. Seu rosto expressa medo, susto, alegria, raiva, ansiedade, excitação.
Começa a utilizar o contato físico para se comunicar com outras pessoas. Agarra, apalpa, quer sentir e tocar em tudo.
Como sua visão e percepção estão muito evoluídas, começa a estranhar pessoas que não conhece ou não vê freqüentemente. Sua audição está aguçada e ele vira a cabeça quando chamam o seu nome.

Como estimular o bebê de cinco meses?

A escolha dos brinquedos certos é fundamental para o desenvolvimento. É com eles que o bebê vai se ocupar e se divertir, mas principalmente aprender. Os brinquedos ensinam a perceber o duro, o mole, o leve, o pesado, o áspero, o liso, o elástico, o rígido, as cores, os tamanhos, as formas.
Agora, o bebê já reconhece os próprios brinquedos e reage quando tiramos algum deles de sua mão.
Com 5 meses o bebê começa, lentamente, a fazer imitações. Brinque com ele fazendo caretas, abra bem a boca, coloque a língua pra fora, faça bicos e emita sons parecidos com os que ele faz para que ele possa imitar.
Use também o espelho para provocar reações. Provavelmente, ele vai sorrir e vocalizar para a sua própria imagem.
A presença do pai é muito importante nessa fase. O vínculo que se estabelece durante as brincadeiras e os cuidados são fundamentais para o resto da vida. O ideal é que o pai participe ativamente e acompanhe de perto o crescimento e a evolução diária do bebê. Esse é um bom começo para que se tornem, além de pai e filho, grandes amigos.
Coloque músicas variadas para tocar e cante junto com ele, bata palmas e veja a sua reação.

O que um bebê de seis meses consegue fazer?

Com seis meses o bebê usa as mãos para descobrir o mundo. Quer pegar, alcançar, amassar, apertar. Bate com os objetos no chão e na beira da cama para fazer barulho e começa a se interessar realmente pelos seus brinquedos. Sua percepção já está evoluída a ponto de conseguir encontrar um objeto escondido se tiver uma parte visível.
Se o bebê estiver entretido com um brinquedo e alguém tentar tirá-lo de suas mãozinhas, terá dificuldades. Ele usa movimentos do corpo e aperta com mais força o objeto para não entregar. Esse é um claro sinal da inteligência do bebê.
Outro exemplo é quando estamos brincando com ele, falando e mostrando um objeto e paramos de repente. Logo o bebê começa a fazer sons e balançar os bracinhos pedindo mais.
Eles gostam de audiência. Quanto mais gente por perto rindo e se divertindo com as suas gracinhas, mais feliz o bebê está.
Ele fica bastante tempo entretido com seus brinquedos e, se estiver apoiado, consegue sentar. Mas os pais precisam ficar sempre atentos. Aos 6 meses os bebês são rápidos, jogam o corpo, rolam e os tombos podem acontecer a qualquer hora.
Seu equilíbrio e coordenação motora já estão bem evoluídos e ele é capaz de se virar para um lado, para o outro, para frente e para trás.
A linguagem continua se desenvolvendo e agora o bebê balbucia para os brinquedos, usa consoantes e vogais diversas, resmunga e gargareja. Também consegue usar tonalidades diferentes para demonstrar raiva, alegria, dúvida, desapontamento.
Nessa fase o bebê já distingue perfeitamente rostos familiares e estranhos. Seu comportamento social pode ser percebido no reconhecimento de pessoas da família.

Como estimular o bebê de seis meses?

O desenvolvimento mental está fortemente ligado aos estímulos que o bebê recebe. Por isso, é fundamental que os pais conversem e falem com o bebê, mesmo que ele não entenda o significado das palavras. Mostre as cores e diga os nomes, imite o barulho dos animais, cante musicas infantis, aponte as partes do corpo e diga os nomes.
A voz da mãe é muito importante para incentivar a fala do bebê. Aos 6 meses, ele tenta modular suas emissões vocais de acordo com o que ouve da mãe.
O contato com outras crianças, principalmente com irmãos mais velhos, é excelente, pois facilita tanto o desenvolvimento mental quanto o social. Ele aprende a dividir, se comunicar, respeitar, impor suas vontades.
Incentive-o a se arrastar para pegar os brinquedos. Coloque seu brinquedo preferido a alguns centímetros de onde ele está e faça movimentos, barulhos e chame o bebê. Essa etapa em que ele começa a se locomover para alcançar objetos é importante para o aprendizado do engatinhar.

O que um bebê de sete meses consegue fazer?

É hora de o bebê ficar sentado. Com 7 meses, sua coluna já está mais firme e o bebê já consegue ficar sentado sozinho, às vezes inclinado para frente e com as mãos apoiadas no chão para não desequilibrar. Com o tempo, ele vai ganhando confiança e passa a ficar sentado com a coluna bem retinha, sem nenhum tipo de apoio.
Nessa fase o bebê se prepara para engatinhar e começa a se locomover voluntariamente. Eles se arrastam e rolam para alcançar objetos que estão longe e alguns chegam até a inventar moda se arrastando sentado.
O progresso da linguagem é evidente e o bebê começa a usar sílabas como da-da, pa-pa, ga-ga. Ele se diverte com os sons que ele próprio emite.
Nessa fase, eles estão encantados com as pessoas. Os pequenos conhecem bem sua família e podem ficar encabulados se algum estranho pegá-lo no colo. Se forem conhecidos, vão adorar passar de um colo para o outro.
As brincadeiras que divertem aos 7 meses são as mais animadas, como aquela em que colocamos a criança sentada nos joelhos e fazemos como se ela estivesse andando de cavalinho. A criança ri alto com a brincadeira, gosta da sensação, fica excitada e pede mais quando paramos, se balançando e jogando o corpo para trás.
Participa ativamente das brincadeiras, não só “pedindo mais” com gritos e movimentos, mas também estabelecendo contato com as pessoas, olhando, balbuciando e até mesmo esboçando imitações.

Como estimular o bebê de sete meses?

Quando a criança começa a sentar, uma serie de brinquedos entram no seu campo de interesse e a brincadeira fica muito mais divertida. Ela está pronta para brincar com cubos que tenham guizos embutidos, caixas que se encaixem uma dentro da outra, brinquedos e argolas empilháveis.
Sentada, a criança pega um objeto com cada mão, troca os brinquedos de mão, e com isso, aprende cada vez mais. Sente a criança no chão e coloque seus brinquedos preferidos em volta dela. Ela vai observar, escolher um para brincar, depois trocar por outro. O bebê poderá se distrair assim durante muito tempo.
É interessante que o bebê brinque com outras crianças também. Em geral, os bebês gostam de observar e interagir com irmãos mais velhos e primos.
Lembre-se que a presença da mãe continua sendo fundamental para o desenvolvimento da criança.
Se a mãe trabalha fora o dia inteiro, poderá compensar sua ausência à noite e nos finais de semana. Nossa dica é que a mãe que trabalha não chegue em casa e apenas dê banho, comida e coloque a criança para dormir. O ideal é arrumar um tempinho diariamente para brincar com o bebê, ainda que esteja cansada. É nesses momentos de troca de carinhos, olhares e gestos que a mãe e o bebê vão se doar um ao outro.

O que um bebê de oito meses consegue fazer?

Geralmente, é com 8 meses que a criança entra na fase do engatinhar, o que significa um grande progresso nas suas funções motoras, coordenação, equilíbrio e desenvolvimento mental.
A criança desenvolve a habilidade de engatinhar e logo dispara pela casa como um foguete em todas as direções, inclusive de ré. Consegue até mesmo engatinhar com uma das mãos, levando um brinquedo ou objeto na outra.
Quando a criança engatinha ela ganha independência para se locomover sozinha, buscar o brinquedo que está longe, procurar a mãe pela casa, ir atrás de barulhos. E, com isso, demonstra sua vontade, sua inteligência, sua personalidade.
Com o engatinhar vem logo a vontade de ficar em pé. A criança gasta um bom tempo do seu dia debruçando-se em móveis, camas e mesas baixas para levantar e ficar em pé sozinha. Embora tenha força nos braços e pernas, não consegue largar as mãos e se manter firme. Logo cai sentada.
O bebê de 8 meses já reconhece o seu nome quando é chamado e algumas outras palavrinhas repetidas constantemente pela mãe. Sua linguagem continua evoluindo e ele não para de balbuciar sílabas e testar sua voz e os sons que produz, dando diferentes entonações.
Sua capacidade de brincar é grande e ela participa ativamente das brincadeiras propostas, trocando sinais com os adultos e demonstrando diferentes reações às provocações. Nessa fase, ela começa a imitar gestos.
Outra característica do bebê de 8 meses é que ele quer morder tudo, até as pessoas, mas como uma forma de carinho, para experimentar. Também aprende a usar as mãos de todas as maneiras, inclusive para puxar os cabelos da mamãe.

Como estimular o bebê de oito meses?

 “Cadê a mamãe? Achou!”. O bebê de 8 meses adora essa brincadeira em que a mãe se esconde atrás de uma fralda e ele tem que tirar o pano do rosto para achá-la.
O desenvolvimento social da criança é expressivo no oitavo mês. Os pais podem introduzir brincadeiras como fazer caretas e sons para a criança imitar, bater palma, brincar de pegar e soltar e colocar o bebê a cavalo sobre a barriga. Brinquedos para martelar, empilhar e desmontar podem distrair a criança durante certo tempo.
Faça a experiência de colocar o bebê em frente a um espelho e veja como ele faz festa para a própria imagem.
Como dissemos anteriormente, a educação da criança começa logo após o nascimento. Quando ela coloca o dedo na tomada, enfia um chinelo na boca, pega um enfeite da mesa da sala, os pais devem dizer “não”, com voz séria e firme, para que ela aprenda os seus limites.
Certamente o bebê não vai compreender o significado da palavra “não”, mas vai notar o tom da voz da mãe, a cara séria e assim, com o tempo, entender que não deve mais fazer aquilo.
O importante na educação do bebê é que os pais saibam respeitar os filhos. O correto é que digam “não” olhando nos olhos da criança, retirem o objeto inadequado da mão do filho, fale com a voz firme e sem berrar. Só assim a criança vai aprender a respeitar e obedecer aos pais.

O que um bebê de nove meses consegue fazer?

O bebê de 9 meses está em constante atividade. Ele só para quieto na hora de dormir. Por isso, a mamãe tem que ter fôlego para acompanhá-lo, já que ele está cada vez mais craque no engatinhar e na prática de escalada de móveis e paredes.
Alguns bebês desenvolvem uma nova maneira de se locomover entre o engatinhar e o andar, usando os quatro membros. Eles conseguem ficar em pé sozinhos e se segurar. Aos pouquinhos vão começando a soltar as mãos para testar o equilíbrio.
Com essa idade ele já aprendeu a bater palminha e o faz sempre que cantam para ele.
Em relação ao desenvolvimento emocional e social, quando está envergonhado ou leva uma bronca pode fazer beiço, baixar os olhinhos, esconder o rosto e ficar com vergonha.
O bebê de 9 meses consegue colocar emoção nas suas “falas”. Articula as primeiras palavras de duas sílabas como mamã, papá, au-au e reage corretamente as palavras familiares como: me dá, pega, vem, não pode.
A criança de 9 meses não só imita o tom de voz que ouve como também as expressões faciais dos adultos que falam com ela.
Nessa fase, elas aprendem gracinhas como piscar o olho e fazer “cheirinho”.

Como estimular o bebê de nove meses?

A criança de 9 meses gosta de audiência e fica animada quando a mamãe, o papai, a vovó e a madrinha estão por perto rindo e fazendo festa para ela. Se é aplaudida, repete a gracinha.
Para que a criança desenvolva bem sua inteligência, converse e explique para ela tudo o que vai fazer, seja no banho, na refeição, na troca de roupa. Diga: “abre a boca”, “vamos lavar a perninha”, “a fralda está suja”, “vamos colocar a roupa vermelha”. E lembre-se de pronunciar as palavras corretamente.
Os livrinhos de cores fortes são um ótimo estímulo para o bebê. Algumas editoras desenvolvem livros para essa faixa etária com diferentes texturas, figuras alegres, sons. Os bebês adoram e podem aprender muito com eles.
Para fortalecer a musculatura, ajude seu filho a se manter em pé. Esse estímulo vai ser importante para a fase de andar. Mas lembre-se que cada criança tem um ritmo diferente e pode levar mais ou menos tempo para passar de uma etapa para outra.
Ensine a criança a usar corretamente seus brinquedos, mostrando como fazer, guiando suas mãozinhas, ajudando e aplaudindo quando ela acerta.

O que um bebê de dez meses consegue fazer?

Sua capacidade de raciocínio está bastante evidente. Se o bebê está brincando com uma bolinha e ela rola para trás de uma caixa, o bebê tentará empurrar a caixa para resgatar a bola.
Com 10 meses o bebê consegue imitar alguns sons que ouve. Quando a mãe faz barulhos com o lábio, estala a língua no céu da boca ou imita o som dos bichos, o bebê observa e procura imitar.
É capaz de compreender certas proibições. Se a mãe sempre diz “não” quando o bebê cospe a sopa ou quando puxa o cabelo, ele entenderá que não pode fazer aquilo.
Uma das provas de que o bebê de 10 meses é emocionalmente apegado a sua mãe é que ele sente ciúmes e pode demonstrar isso quando ela pega outro bebê no colo. Aliás, sua expressão fisionômica consegue mostrar bem o que ele sente: ansiedade, aflição, alegria, medo.
A evolução motora é notada na sua capacidade de segurar objetos firmemente usando o polegar em oposição aos outros dedos, movimento conhecido como pinça. Também começa a sacudir a mão para dar tchau e já consegue andar de lado segurando em uma mesa. O bebê de 10 meses engatinha de quatro esticado, com o bumbum para o alto, e depois tenta levantar sozinho.

Como estimular o bebê de dez meses?

O bebê de 10 meses tem energia de sobra e precisa gastá-la brincando. Engatinhar dentro do seu quarto ou no apartamento não é tão divertido quanto ao ar livre. Leve-o para brincar na praça, no parquinho, na praia. Nos dias quentes, ele vai adorar entrar numa piscina e fazer bastante bagunça com a água.
Coloque em sua mãozinha objetos diferentes para serem manuseados, com texturas, formas, pesos e tamanhos diversos. Ofereça brinquedos de encaixe, conte histórias curtas e mostre figuras de livros infantis.
Lembre-se de estimular a criança apenas dentro dos seus limites. A ansiedade dos pais pode atrapalhar o progresso do bebê. Apenas confie e deixe que ele aprenda no seu tempo. Não faça comparações com o irmão mais velho, com os primos e com os filhos de amigas. Algumas crianças andam mais cedo, outras falam mais depressa.
É verdade que o progresso do bebê depende muito dos estímulos que ele recebe, mas se a criança não estiver preparada para determinadas experiências, a insistência e a cobrança dos pais podem influenciar de forma negativa.

O que um bebê de onze meses consegue fazer?

Aos 11 meses, a criança passa a maior parte do tempo em pé. Ela está ansiosa para andar e quer levantar quando está no cadeirão, na banheira, no meio do quarto. Se segurarmos eles pelas mãos, conseguem dar alguns passinhos. Engatinhando, já consegue até subir escadas. E alguns mais apressadinhos já dão os primeiros passinhos.
O bebê age intencionalmente, usando o raciocínio. Se seu brinquedo está escondido embaixo da coberta, ele levanta a coberta para pegá-lo.
Sua visão e percepção estão apuradas. Se passar uma borboleta ou passarinho por perto, ele olha o bichinho se movimentar. Quando vê um livro colorido, analisa com interesse as figuras, e olha atentamente para desenhos animados na televisão.
Quanto ao desenvolvimento da fala, consegue falar cerca de 5 palavras. Sua pronuncia ainda é bastante enrolada e muitas vezes só a mamãe mesmo para conseguir decifrar. Um fato engraçado é que eles repetem a mesma palavra dezenas de vezes seguidas: dá, dá, dá, dá, dá. O pequeno já entende que o som que pronunciam tem um significado. Quando diz “mamã” sabem que está pedindo carinho, comida, colo da mãe.
Consegue segurar sozinho a mamadeira e suas brincadeiras são mais coerentes. Não pega apenas o brinquedo para bater com ele no chão. Agora, ele já sabe como usá-lo: empurra o carrinho para frente e para trás, gira a direção, empilha os cubos.

Como estimular o bebê de onze meses?

Os brinquedos coloridos e leves, de várias texturas, estimulam os sentidos da visão, da audição e do tato. Deixe a criança experimentar bonecas de tecido e bichos de pelúcia feitos de materiais atóxicos, que são gostosos de tocar e abraçar.
O bebê de 11 meses começa a apreciar livros com ilustrações de objetos familiares como cachorrinhos, bolas, colheres.
Quando a criança engatinha ou anda, os brinquedos mais estimulantes e divertidos são os de empurrar e puxar, como um pequeno caminhão, e os brinquedos com peças grandes de montar e desmontar. Brinque com a criança de colocar e tirar objetos de uma caixa e veja como ele participa e se diverte.
Esse é o momento de estimular a fala. Toque cantigas de roda e cante para ela.

O que um bebê de um ano consegue fazer?

Entre um e dois anos de idade o bebê vai desenvolver especialmente o seu aprendizado. Nesse período de vida, as mudanças físicas não são tão evidentes quanto as intelectuais e as comportamentais. É hora de o bebê aprender.
Ao completar um aninho, ele está pronto para aprender a andar, explorar, conhecer, experimentar tudo o que está a sua volta: pessoas, objetos, lugares.
Aprender a coordenar a musculatura do corpo para andar é sua principal tarefa. Quer andar o dia inteiro e nunca cansa. No início, anda com os braços para cima para buscar equilíbrio, e com o tempo, vai baixando.
Sua linguagem está se aperfeiçoando. Em geral, com 1 ano completo a criança fala em média 6 palavras e consegue imitar alguns sons que os pais ensinam, como o au-au do cachorro. Com o tempo, aprende a apontar as partes do corpo quando os pais falam o nome e identificam objetos em livros infantis.
Ele já tem capacidade para fazer muitas coisas: coopera enquanto o vestem, segura um copo, tenta usar a colher. Por volta dos 15 meses começam a imitar o adulto em algumas tarefas do dia a dia. Faz coisas para mostrar que já é grande como tentar pentear o cabelo com uma escova, falar no telefone celular de brinquedo, varrer o chão com uma vassourinha.
Um dos seus passatempos prediletos é jogar objetos no chão de propósito. Se a mãe pega e devolve para ele, o bebê repete a mesma coisa milhares de vezes, achando que é uma brincadeira.
É comum a criança pegar o brinquedo dos amiguinhos, mas não querer emprestar os seus. Outra característica interessante dessa fase do bebê é que eles adoram se exibir e, para isso, imitam gestos e atitudes que provocam risadas.
Nessa fase, o gênio da criança está mais evidente e eles podem ter acessos de raiva, bater a cabeça, se jogar no chão, dar chutes. Esse comportamento deve ser repreendido pelos pais e analisado, pois sempre há um motivo para os acessos de raiva.

Como estimular o bebê de um ano?

A criança precisa da ajuda dos pais para aprender a andar. Segure-a por baixo dos braços para ela dar os primeiros passos. Conforme estiver mais confiante, segure apenas pelas mãozinhas. Com o tempo e o progresso do andar, solte uma das mãos até que ela consiga caminhar sem ajuda.
Se a criança cair tentando andar, ajude-a a se levantar, mas não faça disso um drama. Se o filho sente o medo dos pais, ele terá medo de tentar novamente. Faça com que sinta confiança e segurança e mostre para seu pequeno que cair e levantar é natural.
As descobertas são muito importantes para o desenvolvimento da criança. Deixe-a abrir os embrulhos dos presentes que ganhar. Apenas dê uma ajudinha. Esconda os brinquedos e ajude-a a procurar.
A natação pode ser um excelente exercício para os bebês de 1 aninho. Eles têm um reflexo excelente de bater braços e pernas quando os seguramos com a cabeça para fora d’água. Com essa idade a criança não tem medo, então aproveite a oportunidade para ensiná-la a nadar desde cedo.
Com 1 ano a criança vira uma esponjinha e imita tudo o que observa. Lembre-se que ela aprende muito mais com o que vê os pais fazendo do que com o que ouve deles. Não adianta dizer para a criança a comer toda a comida e deixar a sua própria sobrar no prato. Como ela imita as atitudes dos pais, é importante dar bons exemplos. Uma boa maneira de fazer isso é guardar os brinquedos no lugar na hora de dormir e pedir “por favor” e “obrigado” para a criança.

domingo, 26 de dezembro de 2010

FILME: Entre os Muros da Escola

Assisti ao filme “Entre os muros da escola” na minha própria escola o que por si só já seria uma experiência interessante. O mais curioso dessa pequena história é que estávamos em uma jornada pedagógica de rotina, em que as atividades deveriam ser basicamente de refletir sobre nossas práticas educativas. Pode parecer inacreditável o que vou dizer, mas, houve uma certa reação negativa ao filme. Muitos colegas não entenderam e até questionaram o porquê e de estarmos assistindo aquele filme e não algum outro “mais divertido”. A certa altura achei que alguém iria sugerir que discutíssemos o “preço do cafezinho” ou algo parecido.


Esse filme, apesar de não ser um documentário, tem uma linguagem própria de um documentário. Os personagens são professores, alunos e pais de verdade, interpretando papéis que poderiam ser os seus próprios. Claro que havia um roteiro a seguir, mas o diretor do filme deu uma certa liberdade para o improviso nas falas dos personagens. . A própria câmera se move como nos documentários, basta observar os movimentos que são meio inconstantes e interrompidos, com ângulos “estranhos”. Isso criou um filme bem mais realista do que estamos acostumados a ver.


O professor do filme é um professor de Língua e Literatura. Ele trabalha essas questões através da leitura do “Diário de Anne Frank” de forma a fazer com que o aluno entenda o uso da língua como expressão própria, legítima dentro de um país (França) composto por imigrantes de várias partes do planeta, que sofrem com a distância de suas pátrias, com as diferenças lingüísticas e culturais. A outra abordagem que ele faz, também dentro dessa questão da valorização da língua e da identidade, é o auto-retrato. Com essa técnica, oriunda das artes plásticas, o professor tenta regatar a auto-estima de seus alunos, tão massacrados social e culturalmente. Lembrem que a classe é formada basicamente por filhos de imigrantes árabes, chineses e africanos. Tentando fugir dos “achismos”, todo professor sabe que conhecer seu aluno e o meio em que ele vive, seu contexto, é o caminho mais fácil para que o aprendizado se desenvolva. Penso que foi isso que ele tentou fazer.

A discussão sobre as punições que deveriam ser aplicadas aos alunos “infratores” é sensacional. O professor, defensor da democracia e da liberdade de expressão de seus alunos, questiona tais punições e elas simplesmente não são alteradas. Há uma franca aceitação da manutenção das punições, por parte dos professores, é claro, sem que com isso haja de fato uma melhoria no comportamento dos alunos. Muito pelo contrário, quanto mais severas são as punições mais eles reagem a elas. Bom começo para uma bela discussão: Todo esse autoritarismo é mesmo necessário? Punições são necessárias? Punições levam a algum lugar? Não haveria outras formas de conseguir um comportamento adequado dos alunos?

Os limites simplesmente já não existem. Tanto os alunos como o professor ultrapassaram esse limite faz tempo. Há uma perda de controle generalizada. A tentativa de diálogo proposta pelo professor dá lugar a um bate-boca desrespeitoso que não contribui para a melhoria do relacionamento professor-aluno. Quantos de nós já passamos por semelhante situação: se diz uma coisa e outra é entendida? Não há como consertar esse tipo de coisa. O prejuízo é grande para todos os envolvidos.

Penso que enquanto não houver uma mudança significativa na sociedade, e dentro de cada um de nós, estaremos dando “muros em ponta de faca”. A sociedade, que também somos nós, já decidiu quais são as suas prioridades e nós não estamos nos encaixando nelas. A educação, embora seja almejada por todos e até enaltecida em belos discursos, não é prioridade de fato para boa parte da sociedade. Há um pensamento, quase que generalizado, de que devemos adquirir condições mínimas de sobrevivência, e se a educação formal contribui para isso ela é incluída, caso contrário é a primeira a ser descartada. Supérfluo. Luxo.

O conhecimento por si só já não interessa. Interessam os resultados. É o mundo globalizado. Mercantilizado. Tudo é transformado em produto. Tudo pode ser comprado. Só a nota interessa, o aprendizado pouco importa. Vemos isso a cada reunião de pais. Eles não estão interessados em saber o que seu filho aprendeu, eles querem saber se com “aquela nota” seu filho vai passar de ano. Triste, porém real. Um filme realizado do outro lado do planeta, em um país, dito de primeiro mundo, retratando alguns problemas tão iguais aos nossos. O que aprendemos com isso? Primeiro que não estamos sós, ou melhor, estamos sós em nossa luta, mas não somos os únicos lutando. Estranho isso. Pois é exatamente isso. O sistema engole o indivíduo, mas mesmo assim ele não deixa de lutar. Talvez haja sim uma pontinha de esperança. Que há uma revolução silenciosa que passa mais pela atuação individual de uns poucos professores que insistem em não desistir e, que apesar de tudo o que passam, não perderam sua humanidade, sua capacidade de errar e tentar novamente até acertar. E, contrariando tudo que os cerca, ainda acreditam na educação.

François e os demais amigos professores se preparam para enfrentar mais um novo ano letivo. Tudo seria normal se a escola não estive em um bairro cheio de conflitos. Os mestres têm boas intenções e desejo para oferecer uma boa educação aos seus alunos, mas por causa das diferenças culturais - microcosmo da França contemporânea - esses jovens podem acabar com todo o entusiasmo. François quer surpreender os jovens ensinando o sentido da ética, mas eles não parecem dispostos a aceitar os métodos propostos.

Filme: O Desafio de Dawin

Dicas de filmes para assistir nas férias:
       
                           O Desafio de Darwin


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Desejo a todos um...

CREME CHINÊS

              Natal é uma data que traduz muitos significados e um deles é o de unir-se em  família, nessa época  a convivência com os seus, o retorno as raízes e a transmissão de valores, faz com que essa data tenha um significado maior, as lembranças que tenho do Natal em família são as mais bonitas, cada família constrói a suas tradições, tenho muitas recordações, mas  hoje vou dividir uma  receita de sobremesa que minha mãe sempre fez nessa época de Natal.




CREME CHINÊS

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
3 ovos (separe as gemas das claras)
3 latas de leite (usar como medida a lata do leite condensado)
3 colheres (sopa) de amido de milho
1 gelatina sabor a sua escolha
6 colheres (sopa) de açúcar refinado



Modo de preparo:

Bata no liquidificador o leite condensado, as gemas, o leite e o amido de milho. Despeje em uma panela e leve ao fogo mexendo bem até ferver. Despeja em um pirex e reserve. Prepare a gelatina conforme as instruções da caixinha. Bata as claras em neve, acrescente o açúcar com a colher. Misture a gelatina dissolvida com a clara delicadamente. Despeje em cima do creme e leve à geladeira até que a gelatina endureça. Deve ficar 3 camadas, uma do creme, outra da gelatina e outra das claras.


Dica* O creme depois de pronto bata no liquidificador, coloca no pirex e leve à geladeira por uns 15 minutos. Então coloca por cima a gelatina misturada com as claras. Com o creme batido a sobremesa fica melhor, mais leve... experimenta e me conta.